1. Back in Bahia (Gilberto Gil, 1972)
2. Coração vagabundo (Caetano Veloso, 1967)
3. Tropicália (Caetano Veloso, 1967)
4. Marginália II (Gilberto Gil e Torquato Neto, 1967)
5. É luxo só (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1957)
6. De manhã (Caetano Veloso, 1965)
7. As camélias do quilombo do Leblon (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 2015)
8. Sampa (Caetano Veloso, 1978)
9. Terra (Caetano Veloso, 1978)
10. Nine out of ten (Caetano Veloso, 1972)
12. Tonada de luna Ilena (Simón Díaz, 1973)
13. Eu vim da Bahia (Gilberto Gil, 1965)
14. Super homem, a canção (Gilberto Gil, 1979)
15. Come Prima (Alessandro Taccani, Vincenzo Di Paola e Mario Panzeri, 1957)
16. Esotérico (Gilberto Gil, 1976)
18. Drão (Gilberto Gil, 1982)
19. Não tenho medo da morte (Gilberto Gil, 2008)
20. Expresso 2222 (Gilberto Gil, 1972)
21. Toda menina baiana (Gilberto Gil, 1979)
22. Se eu quiser falar com Deus (Gilberto Gil, 1980)
23. São João Xangô menino (Caetano Veloso e Gilberto Gil, 1976)
24. Nossa gente (Avisa lá) (Roque Carvalho, 1992)
25. Andar com fé (Gilberto Gil, 1982)
26. Filhos de Gandhi (Gilberto Gil, 1973)
27. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1993)
28. Domingo no parque (Gilberto Gil, 1967)
29. A luz de Tieta (Caetano Veloso, 1996)Comentários:


- Caetano Veloso, Revista Fevereiro, 2017
O DVD Dois
Amigos, Um Século de Música você comenta que o repertório vai da música mais
antiga, De Manhã (1963) até a recente As Camélias do Quilombo do Leblon, feita
para o show após a turnê internacional. O que o inspirou?
Caetano
Veloso: Fazia já um bom tempo, eu tinha lido um artigo de Eduardo Silva sobre o
Quilombo do Leblon e suas camélias, que se tornaram o símbolo do movimento
abolicionista. Antes de ir para a Europa, li "A História da Princesa Isabel", de
Regina Echeverria e "Brasil, Uma Biografia", de Lilia Schwarcz e Heloísa
Starling, livros onde há referência a esse quilombo. De volta da Europa, me
veio à cabeça, enquanto tomava banho em minha casa de Salvador, fazer uma canção
sobre o tema. A sonoridade percussiva das palavras “as camélias do quilombo do
Leblon” me sugeriram a frase melódica, a primeira parte. Esbocei uma segunda
parte parecida com No Tabuleiro da Baiana, de Ary Barroso (1903-1964). Fui à
casa de Gil e mostrei o que tinha feito, pedindo que ele refizesse a segunda
parte sem abandonar de todo a parecença com a música de Ary. Ele fez isso e
ainda arrematou com a frase final. Nós adoramos essa música. Ela fala desse
episódio bonito de nossa história (que não nos ensinam nas escolas!), comenta
os caminhos do samba, encontra sentido na rima de Leblon com Ebron, ao comentar
a passagem pela Cisjordânia, e conclama o ouvinte à realização da Segunda
Abolição. ...”
(21/12/2015,
Correio, Salvador)
O próprio Caetano chegou a comentar na possibilidade caça-níquel desse encontro e que, afinal, não se concretizou. O show é bonito mesmo quando soa repetitivo, traz um roteiro essencial para compreender os 50 anos de carreira e cumplicidade de Gil com Caetano. Gosto muito dos duetos nesse show, eles ficam mais unidos no palco dessa vez do que em shows anteriores. Os arranjos ficaram excelentes: "Nossa gente", "É luxo só"... e a ínédita "As camélias do Quilombo do Leblon" se garantem. 10/10.
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