Postagem em destaque

TORRENTe! +links

Oi gente! Passando pra informar sobre os links do site... LINKS PARA OS DISCOS NOS COMENTÁRIOS DESSE POST Depois de muitas tentativas de ...

2012 - A tribute to Caetano Veloso [Songbook]


Faixas: 

1. You Don’t Know Me – The Magic Numbers
(Caetano Veloso)

2. Eclipse Oculto – Céu
(Caetano Veloso)

3. The Empty Boat – Chrissie Hynde, Moreno Veloso, Kassin e Domenico
(Caetano Veloso)

4. London London – Mutantes
(Caetano Veloso)

5. Michelangelo Antonioni – Beck
(Caetano Veloso)

6. Fora da Ordem – Jorge Drexler
(Caetano Veloso)

7. É de Manhã – Marcelo Camelo
(Caetano Veloso)

8. Quem me Dera – Devendra Banhart e Rodrigo Amarante
(Caetano Veloso)

9. Alguém Cantando – Momo
(Caetano Veloso)

10. Trilhos Urbanos – Luisa Maita
(Caetano Veloso)

11. Janelas Abertas nº 2 – Ana Moura
(Caetano Veloso)

12. Da Maior Importância – Tulipa Ruiz
(Caetano Veloso)

13. Força Estranha – Miguel Poveda
(Caetano Veloso)

14. Qualquer Coisa – Qinho
(Caetano Veloso)

15. Peter Gast – Seu Jorge, Toninho Horta e Arismar Espírito Santo
(Caetano Veloso)

16. Araçá Azul – Mariana Aydar
(Caetano Veloso)

Comentários: 
Chega a ser irônico que uma fadista de sotaque tradicional, Ana Moura, seja o maior destaque do elenco multinacional recrutado para o disco idealizado pelo produtor Paul Ralphes para festejar os 70 anos completados por Caetano Veloso neste mês de agosto de 2012. Com 16 gravações inéditas, A Tribute to Caetano Veloso resulta irregular, aquém da importância do projeto. A opção parece ter sido por um tributo globalizado, formatado em vários idiomas dentro de atmosfera indie já sinalizada pela já previamente divulgada regravação de You Don't Know me (1972) pelo grupo inglês The Magic Numbers Longe desse universo descolado, Ana Moura transforma Janelas Abertas nº 2 (1971) em fado à moda tradicional e paira acima dos altos e baixos. Se Seu Jorge brilha com sua voz aveludada em Peter Gast (1983), em gravação minimalista urdida com a guitarra de Toninho Horta e o baixo de Arismar Espírito Santo, Qinho faz qualquer coisa de Qualquer Coisa (1975). Se o catalão Miguel Poveda gasta seu espanhol para cantar Força Estranha / Fuerza Extraña (1978) em registro intenso que dilui a poesia dos versos de canção já tão bem gravada por intérpretes como Roberto Carlos e Gal Costa, Marcelo Camelo põe o samba De Manhã (1965) dentro de seu universo particular. Se Céu esconde o suingue de Eclipse Oculto (1983) em abordagem tão insossa quanto reverente arranjada pelo guitarrista Fernando Catatau, Tulipa Ruiz reproduz no estúdio o já aplaudido registro de Da Maior Importância (1973) que apresentou nos palcos ao longo da turnê do disco Efêmera (2010). Se Devendra Banhart e Rodrigo Amarante constrangem com uma pretensiosa releitura de Quem me Dera (1966), turbinada com trechos de várias músicas de Caetano, Mariana Aydar reitera sua forte personalidade em climático registro blue de Araçá Azul (1973). Se Beck também aposta em gravação climática ao revestir Michelangelo Antonioni (2000) de aura quase sagrada, em faixa cantada em inglês, Chrissie Hynde se deixa levar pelas águas do trio + 2 (Moreno Veloso, Kassin e Domenico Lancellotti) ao embarcar em The Empty Boat (1969). Se Sérgio Dias viaja feliz por London London (1970) com o nome de seu grupo Mutantes (em bela combinação de piano, sintetizadores e sitar), Luisa Maita transita indecisa por Trilhos Urbanos (1979) em percurso que soaria mais inventivo se a cantora não tivesse medo de seguir pelo caminho psicodélico sugerido pelo arranjo ao fim da faixa. Se o uruguaio Jorge Drexler mistura versos em espanhol e em português ao cantar Fora da Ordem (1992) em tom apático, MoMo dá sedutor clima (quase) épico a Alguém Cantando (1977) em gravação orquestrada com cordas e o vocal de Karina Zeviani. Enfim, A Tribute to Caetano Veloso soa irregular - traço até comum em discos do gênero - enquanto globaliza a obra do compositor. Entre erros e acertos, paira a sensação de que alguma coisa está fora da ordem mundial no CD.
 Resenha do disco, por Mauro Ferreira

Nenhum comentário: