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1975 - Qualquer Coisa


1. Qualquer Coisa
(Caetano Veloso)

2. Da Maior Importância
(Caetano Veloso)

3. Samba E Amor
(Chico Buarque)

4. Madrugada E Amor
(Jose Messias)

5. A Tua Presenca Morena
(Caetano Veloso)

6. Drume Negrinha (Drume Negrita)
(Caetano Veloso, Ernesto Grenet)

7. Jorge De Capadócia
(Jorge Ben)

8. Eleanor Rigby
(John Lennon, Paul McCartney)

9. For No One
(John Lennon, Paul McCartney)

10. Lady Madonna
(John Lennon, Paul McCartney)

11. La Flor De La Canela
(Chabuca Granda)

12. Nicinha
(Caetano Veloso)


Comentários:
Manifesto do movimento qualquer coisa

I nada de novo sob a sol. mas sob o sol.
II evitar qualquer coisa que não seja qualquer coisa.
III cantar muito
IV soltar os demônios contra o sexo dos anjos
V a subliteratura. a subliteratura e a superliteratura. e até mesmo a literatura.
VI por que não.
VII jazz carioca. samba paulista. rock baiano. baião mineiro.
VIII jazz carioca feito por mineiros. samba paulista feito por baianos. baião mineiro feito por cariocas. rock baiano feito por paulistas.
IX e até mesmo a música, por que não.
X mas sob o sol.
XI a década e a eternidade, o século e o momento, o minuto e a história.
XII exemplos: a obra de jorge mautner. a pessoa de donato, o papo de gil, o significante em maria bethânia. o significado em elis regina. baiano e os novos caetanos etc.
XIII fama e cama. sempre de novo deitar e criar.
XIV salvador dali no fantástico.
XV o show da vida.
XVI bob dylan live.
XVII qualquer coisa é radicalmente contra os radicalismos e, paradoxalmente, considera ridículo tal paradoxo, ridiculamente não vê nenhum paradoxo nisso. decididamente a favor do advérbio de modo.
XVIII a televisão está melhor do que o carnaval. insistir no carnaval.
XIX e de novo sob o sol. e sempre.
Caetano Veloso - Release do disco Qualquer Coisa, 1975
Ia ser um álbum duplo, porque eu tinha muito material. Aí resolvi fazer dois discos, cada um com um título. O Jóia era a minha relação com o trabalho limpo, pequenas peças bem acabadas, com a liberdade de Araçá Azul. Não tem nem bateria no Jóia, um instrumento do qual eu não gostava. Cada faixa era uma jóia. Qualquer coisa era o vale tudo, bateria, confusão. O manifesto do Jóia e o manifesto do Qualquer Coisa, lidos juntos, tem um batimento engraçado. O Jóia foi o único que reouvi em CD. Soa tão bonito... Adoro o silêncio do CD. Gosto de Na Asa do Vento e em Minha Mulher é maravilhoso o relaxamento meu e de Gil ao violão, que não encontro em outra faixa de Jóia. Qualquer Coisa é que era relaxado. Gosto da faixa Qualquer Coisa, mas na gravação a canção ficou presa. O Roberto Carlos reclamou que eu não tinha dado pra ele Qualquer Coisa. Devia ter dado. Ia cantar tão lindo, tão profissional. É curioso. A letra mais abstrata do Brasil, cheia de referências, um título de filme de Rogério Sganzerla, todo mundo cantou. Qualquer Coisa vendeu muito mais que Jóia. Uma coisa assim de 60.000 contra 30.000.
Depoimento à Marcia Cezimbra  - Jornal do Brasil - 16/05/91
(...) "Qualquer coisa" ficou sendo um disco de canções variadas, com músicas dos Beatles, canções pop - como a própria música-título "Qualquer coisa".
Escolhi esses dois nomes exatamente pelo contraste entre eles, a diferença entre o que é "jóia" e o que é "qualquer coisa". Evitei fazer um disco duplo, que acho um pouco chato. Embora reconheça que alguns artistas arrebentaram no disco duplo. Stevie Wonder, por exemplo. O ápice da vida dele é o "Songs in  the key of life", que é duplo e duplamente genial. Mas naquele dos Rolling Stones, Exile on Main St., que é tão querido, eu me perco com a variedade de canções.
  Depoimento a Charles Gavin e Luís Pimentel - Livro "Tantas canções", 2002    

 Opinião da casa:

Obra-prima.
O comando de Perinho Albuquerque, o piano de Donato, as interpretações de Caetano para Chico Buarque, Benjor, Beatles e para suas próprias composições fazem com que "Qualquer coisa" mereça atenção dobrada. A sutileza do cotidiano de "Lady Madonna", a tensão em "Eleanor Rigby" numa versão que soa como easy-listenning e tem um solo irresistível, o fim do amor em "For no one", que (me perdoem!) é melhor com Caetano do que com os próprios Beatles.

A faixa-título com metais incrívei e é um hit memorável. As composições já gravadas anteriormente: "Da maior importância" (por Gal, em "Índia", 1973) e "A tua presença" (por Bethânia, no disco "A tua presença", 1971) estão ótimas na voz de seu autor. Ainda tem uma versão para "Drume negrita", feita para a afilhada, Preta Gil e uma releitura excelente para a epopéia de Jorge Ben, "Jorge da Capadócia" com os vocais do Quarteto em Cy.
Obrigatório.

7 comentários:

Anônimo disse...

Oi, seu trabalho é maravilhoso!!!!..
todo o cuidado para com as capas e as preciosas informações sobre os discos.
Obrigada por todo esse carinho..
Posso somente te perguntar se não pode postar todos no MediaFire, porque no 4shared depois da contagem do tempo dá sempre erro de link inválido!!!!
Obrigada novamente

Carlos De Nicola disse...

Muito obrigado!

Murilo Pedreira disse...

Trabalho muito bom mesmo. Parabéns! Se não fosse pedir muito, gostaria de mais facilidades nos downloads.

sebastian disse...

Ei, você acha que poderia postar ou enviar os scans completos de Qualquer Coisa? Obrigadíssimo!

Pedro Progresso disse...

Sebastian,
Qualquer Coisa não tem encarte, só capa e contracapa mesmo. A reedição em CD só inclui as letras.

Maria Gabriela disse...

desculpa a ignorância, mas onde é o link de download?

Pedro Progresso disse...

Link - Qualquer Coisa [Remaster]

https://thepiratebay.org/torrent/9611693/1975_Caetano_Veloso_-_Qualquer_Coisa_[Remaster]