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1984 - Velô



1. Podres Poderes
(Caetano Veloso)

2. Pulsar
(Caetano Veloso, Augusto de Campos)

3. Nine out of ten
(Caetano Veloso)

4. O Homem Velho
(Caetano Veloso)

5. Comeu
(Caetano Veloso)

6. Vivendo em paz
(Tuzé de Abreu)

7. O Quereres
(Caetano Veloso)

8. Grafitti
(Caetano Veloso, Antonio Cícero, Waly Salomão)

9. Sorvete
(Caetano Veloso)

10. Shy moon
(Caetano Veloso)

11. Língua
(Caetano Veloso)
Comentários: 
Não gosto tanto de Velô, gosto mais de Caetano. Aliás, quando eu acabei de fazer o Velô, já sabia que gostava mais de Uns, que é o disco imediatamente anterior, o que não é uma coisa muito frequente de acontecer com um artista. tem uma porção de coisas no Velô que, para mim, pesam. Infelizmente, não sou suficientemente violento para romper coisas que eu vejo. Todo disco meu é sujo. Não sou violento. A minha visão é mais radical, mas a minha ação é mais comprometida.
Depoimento à Roberto Benevides - Songbook Caetano Veloso, 1987
Esse disco traz a canção "Podres Poderes", que tem muito a ver com o rock'n'roll, cuja letra tem muito a ver com os temas nos quais insisti ao longo desse depoimento, ligados ao desejo de que as minhas ações tenham uma função poético-política. E acho que tem, pelo menos na tentativa de dificultar a vida daqueles que trabalham para que não se dê a emancipação do povo brasileiro. 

"Podres Poderes" é uma canção de explicitação do imaginário que está por trás desse desejo - uma crítica à nossa incompetência e à teimosia em manter essa incompetência como um escudo contra a responsabilidade. É o meu tema. Além do esforço para furar esse cerco que faz com que o Brasil, até hoje, apesar de tudo pelo que passamos, ainda tenha essa esmagadora maioria de pessoas sem acesso aos bens materiais e culturais. 
Depoimento a Charles Gavin e Luís Pimentel - Livro "Tantas canções", 2002    


Opinião da casa: 

Minha maior implicância.
"Velô" é um disco brilhante em letras (das melhores de Caetano) e ruim em arranjos.
O estopim é a releitura de "Nine out of ten", um clássico do Transa, numa versão reggae mais acentuado.

"O homem velho", "O quereres",  O pulsar"  e "Língua" tiveram releituras posteriores do próprio Caetano, muito melhores do que as versões que estão aqui."Graffiti", "Comeu" (regravada na época pela banda do Kid Vinil, Magazine), "Sorvete" e "Shy moon" nunca foram regravadas e guardam a sonoridade da Banda Nova, nesse primeiro disco-de-show de Caetano.

9 comentários:

Anônimo disse...

Velô é um disco muito importante dos anos 80, e para a carreira de Caetano.
adoro ''Pulsar'', ''Sorvete'', ''Grafitti''.

Anônimo disse...

Augusto Flávio (Juazeiro-Ba) Disse:

Comeu, foi gravada por Erasmo Carlos no disco Buraco negro, depois Caetano gravou no Velô e Magazine no ano posterior para novela A gata comeu. Quanto a Sorvete tem uma gravação com alguém num disco coletivo "ELAS CANTAM CAETANO'

ADEMAR AMANCIO disse...

Lindo disco.

Anônimo disse...

Olá, tem algum link para download?

Nani disse...

Olá, tem algum link para download do Velô?

Paulo Vagner Veloso disse...

Gosto não se discute, mas se compartilha com respeito. Conheci o disco esta semana e discordo da opinião da casa: os arranjos são ótimos, principalmente em Língua. Aliás, a melhor das versões que ouvi.

Glalber E. Duarte disse...

Velô é perfeito! Sorvete, O Homem, Comeu <3

Márcia Fernandes disse...

Acho esse disco ótimo e ao assistir ao show em 84 adorei os arranjos com essa banda, sonoridade especialíssima.

videoqfiz disse...

opinião da casa: os arranjos são ruins! (...) E a casa lá entende de arranjo para dizer que é ruim?? sabe nem o que escreve! Os arranjos foram calcados no rock e na new wave, grande febre nos anos 80. É o disco mais rock de Caetano, superando até mesmo o CÊ. Foi nesse disco onde Caetano soube melhor absorver e trabalhar os signos "pop" de uma época turbulenta pós ditadura. Do pós-punk ao art rock, passando pelo Glam Rock, os arranjos soaram perfeitos e equilibrados. As linhas de baixo desse disco ficaram muito foda! Vou nem mencionar Língua, com participação da Elza Soares, que é uma analise a parte! As influencias são claras, de Talking Heads a até mesmo David Bowie. Vale salientar que a banda nova era a mais indicada para inovar, banda essa saída das entranhas do movimento Lira Paulista. Vale destacar o grande guitarrista Tony Costa, um Pedro Sá da época! Caetano sabe o que escolhe! A releitura de Nine Out Of Ten, enfim, virou o que ela sempre foi, um REGGAE. Já que a versão original era uma cumbia! Em uma época em que o reggae estava em alta no Brasil com a coletânea Legend de Bob Marley estourada no mundo, foi uma certeira sacada de marketing de Caetano inovar Nine Out Of Ten para a sua intenção original! Foda demais! É um dos melhores disco dele, tá no top cinco dos melhores e mais audaciosos!