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1989 - Estrangeiro


1. O estrangeiro
(Caetano Veloso)

2. Rai das cores
(Caetano Veloso)

3. Branquinha
(Caetano Veloso)

4. Os outros românticos
(Caetano Veloso)

5. Jasper
(Caetano Veloso, Arto Lindsay, Peter Sherer)

6. Este amor
(Caetano Veloso)

7. Outro retrato
(Caetano Veloso)

8. ETC.
(Caetano Veloso)

9. Meia Lua Inteira
(Carlinhos Brown)

10. Genipapo Absoluto
(Caetano Veloso)

Comentários:
É o mais recente, então me incomodo mais com ele. É menos deprimido, já sei. Estrangeiro é uma grande canção, Os Outros Românticos também. Gosto de Estrangeiro, mas por alguma razão gosto prefiro Caetano. É um grande disco, mas Caetano tem mais verdade, mais clareza.
Depoimento à Marcia Cezimbra  - Jornal do Brasil - 16/05/91
Esse disco foi feito em Nova Iorque. Quando ia fazer o "Caetano", que é o disco anterior, o Bob Hurwitz, que era presidente do selo americano ligado à Warner, me viu cantar e ficou interessado em fazer alguma coisa comigo. O Arto Lindsay, que eu conhecia desde que cheguei a Nova Iorque, em 1982 ou 83, queria muito produzir um disco meu. O "Estrangeiro" foi produzido por ele. Arto conhecia bem minha música, porque tinha vivido muito tempo no Brasil e adora o trabalho dos tropicalistas. Ele queria que aqueles procedimentos tropicalistas fossem conhecidos e reconhecidos internacionalmente. 

(...) Como eu estava fora, me veio essa idéia de estrangeiro e resolvi dar ao disco esse nome. A capa, de que gosto muito, é uma maquete concebida pelo Hélio Eichbauer para a peça "O rei da vela", do Oswald de Andrade, montada em São Paulo pelo Zé Celso Martinez Corrêa. 

"O Estrangeiro" tem a marca muito forte do Peter Sherer - sempre a partir das coisas que eu estava fazendo, das idéias que vinha tendo - e de muitas idéias musicais do Arto: sempre resultado das conversas que tínhamos os três.

(...) A gravação da faixa "Estrangeiro" ficou muito bonita. A de "Outros românticos" ficou linda. Lembro que queria muito que tivesse um aspecto reggae, mas o Peter Sherer disse que não suportava reggae, "uma coisa chata, que todo mundo faz". Argumentei que no Brasil isso era importante e encontramos um jeito, meio seis por oito, mas com um aspecto de reggae e ficou legal. Adoro as faixas "Este amor" e "Meia-lua inteira", essa última do Carlinhos Brown - que já tocara comigo no disco "Caetano" e tocou também no "Estrangeiro".
Depoimento a Charles Gavin e Luís Pimentel - Livro "Tantas canções", 2002    
 
Opinião da casa: 

Um disco curto e potente. Sempre remetem "Estrangeiro" como um aceno ao tropicalismo, mas acredito que se trate de um diálogo mais maduro. Aqui também os discos começam a ter mais unidade, tanto sonora quanto conceitual. 
Todas as faixas são muito boas. As letras se destacam mais enquanto os arranjos vão deixando um pouco os teclados oitentistas, o som New Wave. Faixas quase desconhecidas como "ETC" e "Este amor" preenchem bem o álbum.
Mais doces: "Rai das cores" (recém regravada ao vivo por Ana Carolina em "Ensaio de Cores", 2011) e "Branquinha", são lindas. Contrastam com a dureza de "O Estrangeiro" - das melhores letras de Caetano - e "Os outros românticos". E o olho certeiro de Caetano, sempre atento, ao lançar Carlinhos Brown, numa grande interpretação de "Meia-lua inteira", tema da novela Tieta e hit do disco.

2 comentários:

Unknown disse...

Qual o significado da música Rai das cores?

Anônimo disse...

não sei do que o Caetano fala na Outros Romanticos.

Anjos sobre Berlin que cultuavam uma idade média no futuro, não sendo capazes de acompanhar a baba babel da economia, rebeldia, revolução..

me ocorre que o Caetano deve estar falando dos pensadores marxistas e relativistas, talvez do proprio Marx, Bertold Brecht, Gramsci..

O de irredutíveis ateus que simularam a religião me aponta pra isso.. mas não sei.