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2001 - Noites do Norte Ao Vivo

Capa da edição nacional

Capa da edição internacional, com o título alternativo "Live in Bahia"

CD 1

1. Two Naira Fifty Kobo
(Caetano Veloso)

2. Sugar Cane Fields Forever
(Caetano Veloso)

3. 13 De Maio
(Caetano Veloso)

4. Zumbi
(Jorge Ben)

5. Haiti
(Caetano Veloso, Gilberto Gil)

6. O Último Romântico
(Lulu Santos, Antônio Cícero, Sergio De Souza)

7. Araçá Blue
(Caetano Veloso)

8. Nosso Estranho Amor
(Caetano Veloso)

9. Escândalo
(Caetano Veloso)

10. Cobra Coral
(Caetano Veloso, Wally Salomão)

11. Como Uma Onda (Zen Surfismo)
(Lulu Santos, Filho Nelson Candido Motta)

12. Mimar Você
(Gilson Babilônia, Alain Tavares)

13. Magrelinha
(Luiz Melodia)

14. Rock' N' Raul
(Caetano Veloso)

15. Zera a Reza
(Caetano Veloso)

CD 2

16. Dom De Iludir / Tapinha
(Caetano Veloso) / (Naldinho)

17. Caminhos Cruzados
(Antonio Carlos Jobim, Newton Mendonça)

18. Tigresa
(Caetano Veloso)

19. Trem Das Cores
(Caetano Veloso)

20. Samba De Verão
(Paulo Sergio Valle, Marcos Valle)

21. Menino Do Rio
(Caetano Veloso)

22. Meu Rio
(Caetano Veloso)

23. Gatas Extraordinárias
(Caetano Veloso)

24. Língua
(Caetano Veloso)

25. Cajuína
(Caetano Veloso)

26. Gente
(Caetano Veloso)

27. Eu E A Brisa
(Johny Alf)

28. Tropicália
(Caetano Veloso)

29. Meia Lua Inteira
(Carlinhos Brown)

30. Tempestades Solares
(Caetano Veloso)

31. Menino Deus
(Caetano Veloso)

Comentários:
Há muita reação na imprensa contra o hábito de fazerem-se discos nascidos de shows que nasceram de discos. Pessoalmente, tenho mantido uma opinião diferente. Por uma lado, gosto do calor da música registrada fora dos estúdios; por outro, considero saudáveis as revisitações de repertório e as reiterações de estilos que esse tipo de disco favorece. Naturalmente, como de qualquer fonte, de tal procedimento podem surgir obras muito boas, obras aceitáveis e obras más. Entendo que a reação contrária se justifica pelo risco de comercialismo banalizante. Mas eu gostaria de ver um rigor crítico maior por parte de quem exibe tanta antipatia pelo mercado, pelo sucesso e pelas gravadoras. Sendo um medalhão transviado, eu tenho feito, em minha própria carreira, escolhas singulares quanto a isso.

Como ninguém manda em mim (fora de casa), teimosamente faço discos de shows de discos, mas não faço como se espera que eu faça. O de Fina Estampa estava alicerçado em inéditas fortes: "Cucurrucuru Paloma", "Lábios que bejei", "Você esteve com meu bem", "O samba e o tango" etc. O Livro ("Prenda Minha"), na ausência total de canções do disco de estúdio.

Agora, Noites do Norte. Bem, desta vez terminei aprovando uma documentação completa do show. É o disco de show mais disco-de-show que já fiz. Não só está lá todo o repertório (e na ordem em que entra em cena!) mas também toda a impureza técnica das apresentações do show em sua primeira fase, quando ele ainda não estava tão maduro quanto agora. Como no caso de Prenda minha, Circuladô ou Fina Estampa, não fiz pessoalmente nenhum trabalho pós-produção em estúdio para corrigir o que não me parecesse bem em minhas atuações vocais. Só que naqueles outros discos houve uma seleção: como se tratava de parcela pequena do repertório total, dava pra escolher o que estava mais limpo.
Houve também, naqueles casos, uma providencial mudança na ordem das canções. Neste aqui vai tudo. Para mim, o disco é um tesouro por causa do trabalho dos instrumentistas. O som que resulta das amarras das guitarras de Davi e Pedrinho com os couros de Cesinha, Márcio, Junior, Du e Jó - no diálogo singular que esse som mantém com o arco musical de Jaques Morelenbaum - é uma máquina poderosa. Ela produz enlevo e libertação.

Lembro dos ensaios: todas as minhas idéias se traduziam com assustadora presteza em levadas e timbres da guitarra de Davi; precisão vigorosa por parte dos percussionistas (com Márcio sempre liderando); em intervenções sábias de Pedrinho; em perfeita segurança por parte de Cesinha - tudo isso com a interpretação geral classificadora de Jaques, sempre explicando o que estava se passando musicalmente e mostrando como fazer com que tudo se passasse com mais clareza e consciência. Ele conseguia isso falando com calma e - o que é mais eficaz - tocando com inspiração. Foi também Jaquinho quem, depois de organizar nossa mente musical nos ensaios, entrou em estúdios e dirigiu a produção, orientando a recriação dos sons na mixagem.

Como gravamos no dia do meu aniversário, eu tive (e posso dar aos compradores do CD) Lulu Santos de presente. Assim, embora peça desculpas por eventuais demonstrações de inabilidade de minha parte, aconselho a compra e a audição desse CD duplo e extensíssimo, onde, sobretudo por causa dos instrumentistas, se pode entrar em contato com uma milagrosa parte do que de mais vivo se faz em música no Brasil.
Release do álbum "Noites do Norte ao vivo" - Caetano Veloso Novembro 2001  
 
Opinião da casa:

Noites do Norte Ao Vivo é o maior disco ao vivo de Caetano, mais extenso e conceitual. É o show que passa a incorporar a sonoridade do disco. Se em Livro/Prenda Minha a idéia era a uma percussão baiana sofisticada com os metais de cool jazz, aqui é um som mais seco de guitarra e cello com percussão pesada.
Dividido em duas partes, o cd 1 explora o universo do disco "Noites do norte" . Caetano recupera "Two naira fifty kobo" - abertura do show em ótimo arranjo - "Haiti" em sua versão mais densa, "Araçá blue" e "Escândalo" (lançada em 1981 em disco de mesmo nome, na voz de Ângela Rorô) ao violão. Há também a participação de Lulu Santos.

O cd 2 mistura antigos hits com lados-b e é mais sedutor. Começando com "Dom de iludir" e seu polêmico medley com o funk "Tapinha", que rendeu algumas vaias durante a temporada do show, Caetano revive e melhora antigas canções de seu repertório: "Língua", "Tigresa", "Gente" e "Menino Deus". Também tem a canção feita para Cássia Eller, "Gatas extraordinárias", gravada por ela no mesmo ano em "...Com você meu mundo ficaria completo". 

É o disco favorito da minha irmã, de forma que esse post é dedicado a ela. <3

2 comentários:

Anônimo disse...

Album magnifico!

David Menezes disse...

Album magnifico!